100 anos da marca Formica®

Evolução da marca Formica®

A história da marca nos leva para as oficinas da Westinghouse Electric em Pittsburgh (EUA) no ano de 1905, início do século XX, quando George Westinghouse adquiriu uma patente Suíça para colar papel e mica com resina de goma laca, para fabricação de seus isolantes elétricos, o Micarta. 

Em 1907, o Dr. Leo H. Baekeland desenvolveu uma resina completamente sintética a partir de uma condensação específica para a fabricação de artigos plásticos chamados de bakelite. Prosseguindo estudos para produção de isolantes elétricos, em 1910 a Westinghouse, conseguiu prensar um pedaço tecido de algodão com resina líquida, este foi o passo inicial.

Aprofundando as pesquisas deste novo produto, em 1912, os dois jovens funcionários da Westinghouse, o engenheiro de desenvolvimento Daniel J. O'Conor e o empresário Herbert Faber, viram pela 1ª vez as reais possibilidades da tecnologia do laminado.

Começaram a desenvolver um material que substituísse a mica (filossilicato), usada na época principalmente nos ferros de passar roupa. Utilizando material celulósico (papel Kraft) ao invés do tecido de algodão, impregnado com resina fenólica submetido à alta pressão e temperatura, obtiveram o laminado, pronto para ser cortado nos mais variados formatos. 

Convencidos de que esta novidade abria um novo horizonte, O'Conor e Herbert Faber, em 1913, saíram da Westinghouse, patenteram o produto, o registraram com a marca Formica®, e fundaram no dia 2 de maio, com a ajuda do advogado e banqueiro John G. Tomlin, sua própria empresa: Formica Insulation Company, (o nome Formica® surgiu devido o produto ser aplicado no lugar da mica -"substitute for mica"). 

Os laminados que eram produzidos só na cor preta, começaram a ser fabricados também na cor marrom para melhor atender as necessidades da época. Com este movimento a marca diversificou a aplicação de seus laminados, para além das fronteiras dos isolantes elétricos e dos componentes para indústria automotiva, entrando no novo mercado de eletrônicos, como rádios, máquinas de lavar, refrigeradores, aspiradores de pó e revestimento de superfícies externas de mobiliários. 

Percebendo que o produto tinha um grande potencial decorativo, decidiram em 1924 desenvolver mais a tecnologia do produto e contrataram o especialista Jack Cochrane com a missão de tornar o laminado mais atraente, colorido, e mais próximo ao gosto do consumidor.

Houve sucesso no desenvolvimento do laminado decorativo que era durável e podia ser produzido em praticamente qualquer cor desejada. Com isso, a Formica® saltou à frente de seus competidores com duas novas patentes para a produção de um laminado multicamadas, litografado como a madeira. Este foi o ponto de partida para a liderança de mercado da marca. 

Os laminados tornaram-se até resistentes a queimaduras de cigarros, em 1938, as resinas passaram a ser à base de melamína-formaldeído, que permitiram melhorar a resistência, durabilidade e aparência do produto. Os laminados passaram a ser produzidos com sete folhas de papel Kraft impregnados com resina fenólica, uma folha decorativa com coat melamínico e uma folha opaca também melamínica que se tornava transparente após sua cura na prensa plana. 

A Formica® ganhou clientes importantes para fortalecer a marca, como os painéis de parede do HMS Queen Mary e as mesas de leitura do Congresso Americano em Washington, D.C.. 

Suas inovações permitiram o surgimento dos laminados em cores claras, a um preço muito mais acessível. A empresa resolveu ampliar seu mercado com base na funcionalidade de seus produtos e começou a produzir tampos para mesas. O sucesso das vendas só foi interrompido pela eclosão da 2ª Guerra Mundial.

Durante a guerra a empresa fabricou hélices de avião de madeira revestidas em plástico e cessou a fabricação do suporte para se especializar na produção de laminados decorativos. A marca cresceu junto com a expansão do mercado imobiliário e os laminados começaram a ganhar espaço no revestimento de cozinhas nos padrões pérolas, mármores, madeirados e cores em tons pastéis ganharam vida.

A empresa colocou seu foco na introdução de seus produtos nos lares, escolas e outros edifícios públicos. Centenas de cores e padrões de laminados estavam disponíveis, a produção dos tampos de mesa saltou de 28.000 unidades semanais, em 1948, para 55.000 em dois anos.

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